Interfaces
Sabemos que há uma demanda contemporânea do diálogo entre disciplinas e observo que os psicanalistas estão sendo chamados ao diálogo nas fronteiras de produção.
Na atualidade, ao refletir sobre o tema do sujeito e do laço social, é imprescindível considerar as articulações de diferentes discursos, tendo em vista a complexidade de relações existentes na constituição do sujeito, assim como do laço social que ordena como um tipo de civilização trata aquilo o que é da ordem do real.
‘Psicanálise e conexões’ diz respeito à produção do saber na psicanálise e seus intercâmbios com outros saberes. A questão do psicanalista, na contemporaneidade, refere-se a como a psicanálise pode ser útil nos vários ambientes em que o psicanalista é demandado.
Sustentar as interfaces do discurso psicanalítico com outros discursos é tarefa árdua em função dos limites que cada discurso impõe. Conexão psicanálise-sociologia, conexão psicanálise-cultura, conexão psicanálise-arte, conexão psicanálise-saúde do trabalhador são algumas conexões que me interessam, tendo em vista a pesquisa que realizei, de 2001 a 2004, sobre ‘pânico’ e a que desenvolvo desde 2006, a respeito do fenômeno da ‘precarização do trabalho’, no meu processo de doutoramento, ambas no Instituto de Psicologia da USP. São teses que têm sua consistência teórica na interface dos campos da psicanálise, da sociologia e da saúde do trabalhador.
Este espaço é destinado ao trabalho na interface.